Profissionais falam sobre Marco Civil e a busca de conteúdo pelos programadores.
TranscriçãoAlexandre Annenberg, Presidente, ABTA: Estamos agora aqui na Feira e Congresso ABTA 2012. O mercado de TV por assinatura no Brasil é um mercado em franca expansão. Por incrível que pareça, dos 5564 municípios brasileiros, apenas cerca de 250 municípios têm outorgas de licenças para TV a cabo.
Manoel Rangel, Presidente, Ancine: E isso significa um potencial, um enorme crescimento projetado para os próximos anos. Nós acreditamos que até 2017 mais de 50% dos domicílios brasileiros terão serviço de televisão por assinatura.
Andre Mermelstein, Diretor Editorial, Converge Comunicações: Acho que a tendência, sem dúvida, para os próximos anos é de expansão no número de assinantes, de cidades atendidas e no conteúdo disponível para os assinantes.
Rodrigo Marques, VP de Estratégia e Gestão Operacional, Net Serviços: Hoje você tem uma única legislação com regras claras, acho que o mercado ganha na capacidade de planejamento, então as operadoras podem se planejar,as programadoras podem se planejar, os produtores podem se planejar.
André Rossi Ribeiro, Diretor de Programação, Discovery Brasil: Seguindo a nova lei, trazer mais conteúdos nacionais para o público brasileiro que já era um movimento natural, porque de uma forma orgânica isso já vinha acontecendo. O que vai mudar é que isso vai acontecer de uma maneira mais rápida e um número maior de canais pra gente vai começar trazer mais programação nacional.
Luiz Antonio Silveira, Produtor Executivo, Conspiração Filmes: Como esta lei também ficou em um tempo de gestação muito grande, as produtoras tiveram oportunidade de se preparar, de se estruturar para esse momento.
Maurício Hirata, Superintendente de Registro, Ancine: O que torna um canal de conteúdo qualificado é a veiculação de certos tipos de obras de audiovisual. Notoriamente series de ficção, documentários, animações, também programas de variedades, reality shows, desde que em ambos os casos sejam de formatos brasileiros e também obras videos musicais. Canais que exibem marjoritariamente no horário nobre esse tipo de obra são canais de espaço qualificado que deverão veicular obras de brasileiros e brasileiras independentes .
Luiz Cláudio Latge, Diretor Executivo de Jornalismos, TV Globo: Acho que os canais buscam essencialmente antes de mais nada é a sua vocação, exercer com plenitude seus valores, e a construção da sua marca.
Rodrigo Dientsmann, Diretor, Cisco Brasil: A tendência é que a gente não chame mais de TV por assinatura, vai ser alguma outra coisa por assinatura, porque ela vai misturar conteúdo linear que é também conhecido como TV, com a interação com mídias sociais, muito conteúdo sobre demanda, a utilização da segunda tela, que nada mais é que um conteúdo relacionado, não associado, mas relacionado ao conteúdo da tela principal da TV.
Rob Gelphman, VP de Marketing, MoCA: As tendências são mais dispositivos em casa, mais video consumindo o tráfego da rede, mais demanda por consumidores para tudo, conectividade em qualquer dispositivo.
Alessandro Molon, Deputado Federal: Estamos garantido aos usuários da internet com o Marco Civil, a qualidade na prestação dos serviços de conexão por exemplo, passa a ser direito explicitado com o Marco Civil e cremos que ele irá contribuir para melhorar a qualidade da conexão do País, a qualidade do nosso acesso à internet. Essa é uma medida, outras virão depois com outras leis que seguirão ao Marco Civil.
Marcelo Bechara, Conselheiro, Anatel: O que significa isso? Significa que as empresas têm que respeitar um cronograma anual estabelecido nesses regulamentos pela Anatel de uma crescente qualidade. A expectativa é que em 3 anos consigamos atingir até 80% do tráfego, daquilo que é entregue efetivamente ao usuário, daquilo que é prometido.
Alexandre Annenberg, Presidente, ABTA: Portanto temos como perspectivas daqui pra frente, uma atuação extremamente importante, em toda atividade econômica e social do País.










