Claudia Colaferro, Vice-Presidente de Marketing da Philips, fala sobre o mercado de comunicação.
TranscriçãoO que eu tenho visto no Brasil é que está acontecendo uma preocupação muito de curto prazo no mercado de comunicação, isto é, venda.
O que acontece é que as marcas estão querendo vender em um primeiro momento e depois pensar em como divulgá-las, em como criar experiência, em como de fato se apropriar de campos e posicionamentos que antes a gente tinha isso como prioridade. Então o que a gente vê é um grande varejo na comunicação e eu diria, no meu ponto de vista, que está bem chato.
O mercado de entretenimento aqui no Brasil está mínimo. As marcas estão pouco se envolvendo nesse espaço e eu diria que é a maior oportunidade hoje. Não só no Brasil, mas aqui em específico é uma grande oportunidade para a gente criar diversão e voltar com o que a comunicação se propôs lá atrás. Falar de campos onde a marca tinha realmente seu posicionamento e se divertia ao mesmo tempo. Acho que o brasileiro precisa de coisas melhores nesse sentido.
A tecnologia incluiu o consumidor que já tinha uma voz. O boca-a-boca já é uma coisa que vem do ser humano mesmo. Mas o que a tecnologia fez foi colocar o poder dessa comunicação na mão do consumidor. Então hoje ele gera conteúdo para a marca, ele distribui esse conteúdo, ele cria movimentos de propagação, de mudanças de formato, de co-criação. Então ele hoje é o dono da marca.
O Brasil está em um boom enorme econômico. Os jovens estão vindo com outros tipos de valores e eu diria até de comprometimento e uma consciência maior do que vale a pena ou não se vender. Então acho que nós estamos com um desafio muito grande de ficarmos relevantes para a nossa equipe, mantê-los conosco, comprometidos. Acho que esse é o grande desafio da gente que está liderando esse mercado das marcas, da comunicação. É de realmente continuar relevante para os nossos colaboradores, que é essa juventude fresca que a gente tem que continuar encantando.










