Maria Luisa López, Diretora de Mídia da Unilever, fala sobre o mercado de comunicação.
TranscriçãoCostumo dizer que nunca houve um momento tão legal para trabalhar com comunicação, com mídia, com marketing, porque realmente são muitas as opções, são muitas as tendências. É cada vez mais desafiador você fazer um trabalho que sobressaia dentro desse chamado cluter, essa quantidade de informação, que vem de encontro ao consumidor e fazer isso de uma forma que você tenha relevância, que as marcas consigam de fato estabelecer um diálogo com o seu consumidor.
As marcas que se predispõem a estar nos meios digitais, a estabelecer esse contato com o consumidor, precisam ser transparentes. Para alguns isso significa um telhado de vidro, para outros significa de fato ter uma verdade para ser comunicada ali constantemente. A segunda coisa acredito que seja a velocidade com as quais as coisas acontecem, ou seja, velocidade acaba sendo um fator determinante de reação, de resposta, de se posicionar sobre determinado assunto. Em terceiro lugar, que eu acho que aí sim está o grande poder dos meios digitais e da tecnologia como um todo, é o poder de amplificação. O quanto aquilo que muitas vezes acontece em pequenos grupos de pessoas, tem o poder de transformar em grandes ativadores e grandes agentes de mudanças.
A gente está caminhando para comunicação por conteúdo. Importa menos a plataforma e mais aquilo que está sendo comunicado, o que muda para nós, produtores de conteúdo de marca é isso, ou seja, qual é a qualidade desse conteúdo, o que de fato é a narrativa que vai permear essas diversas plataformas. A gente vem trabalhando há anos, com um conjunto de métricas que muitas vezes não se aplica mais as necessidades que a gente está vivendo hoje. Quando a gente fala de campanhas virais, quando a gente fala daquela mídia que não é mídia paga, mas é a mídia ganha, através da amplificação em redes sociais, que preço tem isso ou que valor tem isso no resultado final de uma empresa ou de uma marca










